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Ao longo do século XX, os métodos estatísticos
foram desenvolvidos como uma mistura de ciência, tecnologia
e lógica para a solução e investigação de problemas
em várias áreas do conhecimento humano (Stigler, 1986).
Ela foi reconhecida como um campo da ciência neste período,
mas sua história tem início bem anterior a 1900.
A estatística moderna é uma tecnologia quantitativa
para a ciência experimental e observacional que permite
avaliar e estudar as incertezas e os seus efeitos no
planejamento e interpretação de experiências e de observações
de fenômenos da natureza e da sociedade.
A estatística não é uma caixa-preta, nem bola de cristal,
nem mágica. Tampouco é um conjunto de técnicas úteis
para algumas áreas isoladas ou restritas da ciência.
Por exemplo, ao contrário do que alguns imaginam, a
estatística não é um ramo da matemática onde se investigam
os processos de obtenção, organização e análise de dados
sobre uma determinada população. A estatística também
não se limita a um conjunto de elementos numéricos relativos
a um fato social, nem a números, tabelas e gráficos
usados para o resumo, a organização e apresentação dos
dados de uma pesquisa, embora este seja um aspecto da
estatística que pode ser facilmente percebido no cotidiano
(basta abrir os jornais e revistas para ver o "bombardeio"
de estatísticas). Ela é uma ciência multidisciplinar:
um mesmo programa de computador que permite a análise
estatística de dados de um físico poderia também ser
usado por um economista, agrônomo, químico, geólogo,
matemático, biólogo, sociólogo psicólogo e cientista
politico. Mesmo que as interpretações dessas análises
sejam diferentes por causa das diferenças entre as áreas
do conhecimento, os conceitos empregados, as limitações
das técnicas e as conseqüências dessas interpretações
são essencialmente as mesmas.
Segundo Rao (1999), a estatística é uma ciência que
estuda e pesquisa sobre: o levantamento de dados com
a máxima quantidade de informação possível para um dado
custo; o processamento de dados para a quantificação
da quantidade de incerteza existente na resposta para
um determinado problema; a tomada de decisões sob condições
de incerteza, sob o menor risco possível. Finalmente,
a estatística tem sido utilizada na pesquisa científica,
para a otimização de recursos econômicos, para o aumento
da qualidade e produtividade, na otimização em análise
de decisões, em questões judiciais, previsões e em muitas
outras áreas.
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Referências
RAO, C.R. Statistics: A technology for the millennium
Internal. J. Math. & Statist. Sci, Vol. 8,
No. 1, June 1999, 5-25.
STIGLER, STHEPHEN M. The History of Statistics: The
Measurement of Uncertainty Before 1900. The Belknap
Press of Harvard University Press. Cambridge, USA, 1986.
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