Hilan Bensusan Patrópico
Vivo agora outra vez em
uma asa de Brasília. Algumas coisas que tenho escrito estão aqui dispostas de
cabeça para cima, ou seja, leia desde baixo para acompanhar a flexa do tempo:
No encontro dos céticos da ANPOF falei de peninsulamento, crenças não são ilhas.
Na programação das Margaridas para Tu Não Te Moves de Ti
falei de haecceitas, morangos e toques..
Em um encontro de epistemologia em setembro de 2006 em Sherbrooke, Quebec, falei virtudes epistêmicas e transparência.
No dia mundial contra a exploração sexual de crianças e
adolescentes apresentei , em um evento do VIOLES, um
esboço de uma teoria
do poder no patriarcado.
Sobre quem não pode falar
eu escrevi para a revista Ética recentemente. É aquela coisa do não-conformismo
cognitivo.
Em um encontro em Brasília em maio de 2006 sobre algumas
questões acerca da experiência, disse que ela era epistemologicamente
irrelevante.
No encontro dos céticos de
maio de 2006 falei de auto-ceticismo e o que se passa,
em termos de paradoxo de Moore, sem uma forte autoriade de primeira pessoa.
Na REF em 2006
aparece a continuação (ou descontinuação)
das observaçções sobre a libido colonizada; tentando
pensar ao largo dos instintos compulsórios.
Eis aqui o presente
estado da minha colaboração com o Manuel.
Em um encontro com Moran em
Valencia em março de 2006 olhando para dentro do Mediterrâneo, falei que
virtudes epistêmicas podem ser exercidas de um modo insuficientemente de
primeira pessoa.
Fizemos um encontro sobre a confiança em março de 2006 na
casa de Dieter Roos, em Divinópolis. A
casa, um paraíso sobre a crosta da terra.e eu opinei
que precisávamos de mais
confiança.
Gisel exibiu aartessupranaturaldosjardins
e eu me perguntei se corpos
são jardins.
No colóquio de ceticismo de 2005 em São Paulo, tentei dar um
jeito de por o intellectus com os pés na res.
No Corpus Crisis de 2005, em
Brasília, me perguntei porque eu quase vou ao cine Ritz.
No FIFI 2004 em Florianópolis falei de afinidades eletivas,
Alice Walker, Paulina Chiziane, Toni
Morrison, Caronlina Maria
de Jesus, Jackie Kay
Um debate com Chris Beyer que apareceu no Wittgenstein symposium
de 2004. Sobre epoché e externalismo.
Andei às voltas com epistemologias infinitistas e internalismo.
Talvez cadeias infinitas de justificação sejam aceitáveis e bastante comuns.
Em Lima, na conferência
latino-americana de filosofia, apresentei com Mauro Patrão uma defesa de que
leis da natureza podem ser entendidas sob a luz do argumento de Wittgenstein
sobre seguir regras.
Estou tentando calibrar
meu externalismo.
Houve um evento de momentos lúcidos em setembro de 2003 aqui
no departamento, as Jornadas Libertárias. Lá falei um pouco de
não-conformismo.
Participei de um debate sobre inferências e representações
com Julio Cabrera. Acabamos às
voltas com Hegel. O texto saiu na Cratilo.e em breve na Philosophos.
Desde março de 2003 estou a discutir fatos macios
com Manuel de Pinedo Garcia; concordamos que há
muitos deles. Há muitas versões do texto. Uma delas, já antiga, tenta deixar
claro onde
nos separamos de McDowell.
No
Wittgenstein Symposium de 2003 falei de causas,
desculpas e justificações; são desculpas já intencionais?
Quando
entrava 2003 defendi a moralidade do aborto
em termos de uma concepção do que sejam as pessoas.
Nesta
época de terror e
intimidação, tivemos uma discussão sobre o terrorismo na semana de
filosofia da UnB em fins de 2002; ao som de 15.09.00
do Godspeed
You! Black Emperor.
Tenho
escrito sobre receptividade
e objetividade . Este foi um texto que começou a ser gestado
para a anpof de 2002. Já mudou muito mas aqui ele está quase recém-nascido..
Em
novembro de 2002 houve o Colóquio Vergonha. Escrevi assim.
Fui também
para o FIFI 2002, em Ouro
Preto e falei sobre felicidade &
glória. Na verdade mais ainda sobre tramas e personagens.
Em junho
de 2002 fui a Cuba para uma conferência com americanos. Ali, com Ondina Pena Pereira, falamos sobre virtudes e opressão.
No April's Fool de 2002, falei um pouco sobre verdade,
primitivismo e identidade. O texto saiu na Philosophos
em 2003.
Relatei um
pouco do Forum Social Mundial de 2002 em um pequeno
seminário sobre a importância filosófica de insistir que
o mundo não é uma mercadoria. Tratei quase que só de algumas coisinhas da Naomi Klein, da Vandana Shiva e da Gen Vaugham.
Em 11 de
março de 2002 falei um pouco sobre o 11 de setembro, o 16
de setembro, o 7 de outubro e a condição humana.
Mantive um
debate com Paulo Abrantes sobre o naturalismo.
O debate foi em 2001 mas a publicação só em 2004 em um
livro chamado Filosofia e Conhecimento, editado pelo Samuel Simon.
Andei
escrevendo algumas coisas sobre os racionalismos
e os empirismos de hoje. Também saiu no livro do Samuel.
Entrei em
um debate sobre o estatuto epistemológico da
psicanálise. Foi para a revista Alter.
E em
seguida em um pequeno debate sobre a libida masculina e feminina..
Tenho mantido um texto em conexão com o meu favorito
grupo PULGGA (Pessoas Unidas pela Libertação dos Grilhões de Gênero Agora). Ali
tento entender por que conectamos tão bem o desejo e a morte. O
texto foi publicado na Revista
de Estudos Feministas, 2 de 2004.
Departmento de Filosofia
Universidade of Brasília
Instituto Central de Ciências
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